Importante mesmo é saber julgar bem as distâncias. Conhece-te a ti mesmo deveria ser usado não como uma ferramenta de evolução pessoal e aceitação de si, mas principalmente pra saber direitinho as partes que não se deve mostrar aos outros. Se conhecer é metade do trabalho. Estimar as distâncias entre os outros e as partes que não prestam de si é que é complicado.
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quinta-feira
voi ch'intrate: caixa preta
Antes de mais nada, é necessário se livrar da idéia de que é preciso entender como as coisas funcionam pra fazê-las funcionar. Você nem suspeita dos detalhes de como a eletricidade flui entre os transistores do seu computador, mas isso não te impede de usá-lo. Ou de como seu cérebro decodifica essas luzes na sua frente que você lê sem esforço. Certas atividades são tão notoriamente difíceis de entender que geralmente performa-las é mais fácil do que tentar explicar, como andar de bicicleta, ou desenhar.
Tudo bem então, explicar certas coisas é dificil, e daí? Qual o problema em tentar entender, mesmo que as explicações sejam meio problemáticas a princípio?
O problema das "explicações" precoces é que quando se trata de explicar uma prática, elas geralmente vêm acompanhadas não só de descrições do coisa, como também de prescrições. O melhor exemplo são as gramáticas que usam na escola. Além de não explicar como a língua funciona, prescrevem uma série de regras que não fazem nenhum sentido na maior parte dos contextos de uso natural da língua.
Na psicoterapia é necessário estar sempre atento para a influência que as idéias do terapêuta exercem nos vários aspectos do trabalho. E elas são onipresentes. É preciso sempre lembrar que, apesar das concepções teóricas serem o que possibilita a existência da psicoterapia, elas devem sempre estar submetidas à demanda do paciente.
Tudo bem então, explicar certas coisas é dificil, e daí? Qual o problema em tentar entender, mesmo que as explicações sejam meio problemáticas a princípio?
O problema das "explicações" precoces é que quando se trata de explicar uma prática, elas geralmente vêm acompanhadas não só de descrições do coisa, como também de prescrições. O melhor exemplo são as gramáticas que usam na escola. Além de não explicar como a língua funciona, prescrevem uma série de regras que não fazem nenhum sentido na maior parte dos contextos de uso natural da língua.
Na psicoterapia é necessário estar sempre atento para a influência que as idéias do terapêuta exercem nos vários aspectos do trabalho. E elas são onipresentes. É preciso sempre lembrar que, apesar das concepções teóricas serem o que possibilita a existência da psicoterapia, elas devem sempre estar submetidas à demanda do paciente.
quarta-feira
voi ch'intrate
Nada disso aqui vai fazer sentido da primeira vez, e provavelmente nem na segunda. Quem sabe o leitor precise de um pouco de literatura em psicoterapia também, especificamente psicanálise, sistêmica e quem sabe um pouco de Rogers. Filmes americanos sobre terapia/psicologia vão mais atrapalhar do que ajudar, fique longe desses. E já que estamos falando em ficar longe de, não leve muito a sério os livros de psicoterapia também.
De preferência tenha um pouco de experiência clínica, embora isso não seja essencial de modo algum. Quando alguém escreve que o leitor precisa ter experiência em alguma coisa (ou vivência, ou ter sentido na pele, ou ter estado lá pra ver com os próprios olhos, etc), o que ele quer dizer é que ele não é articulado o suficiente pra explicar o que quer que seja que ele queira explicar, ou que o leitor não é inteligente o suficiente pra entender. Dito isso, talvez eu não seja articulado o suficiente pra me fazer entender. De todo modo o leitor pode se confortar com a garantia de que as idéias que serão expostas aqui não tem como ser vistas em qualquer outro lugar, o que quem sabe compense a dificuldade de entender.
Outro jeito de jogar a culpa do texto ilegível no leitor é exigir mais leitura prévia ainda, de preferência sobre assuntos completamente desconexos que ninguém nunca lê juntos. Como essa estratégia memética é boa demais para ser desperdiçada, leia também Foulcault, Marx, Wittgenstein, aprenda java script, leia sobre a parte mais chata e cretina da gerativa, Lakoff, Ginzburg, Reich, Simmel, Moscovici, Nietzsche, Taleb, Eco e não leia o Dennet -porque se ele entendesse de clínica ele provavelmente já teria tido essas idéias. Melhor ainda, não leia nada disso (menos ainda esse vazio aqui), clique aqui e fique de boa.
De preferência tenha um pouco de experiência clínica, embora isso não seja essencial de modo algum. Quando alguém escreve que o leitor precisa ter experiência em alguma coisa (ou vivência, ou ter sentido na pele, ou ter estado lá pra ver com os próprios olhos, etc), o que ele quer dizer é que ele não é articulado o suficiente pra explicar o que quer que seja que ele queira explicar, ou que o leitor não é inteligente o suficiente pra entender. Dito isso, talvez eu não seja articulado o suficiente pra me fazer entender. De todo modo o leitor pode se confortar com a garantia de que as idéias que serão expostas aqui não tem como ser vistas em qualquer outro lugar, o que quem sabe compense a dificuldade de entender.
Outro jeito de jogar a culpa do texto ilegível no leitor é exigir mais leitura prévia ainda, de preferência sobre assuntos completamente desconexos que ninguém nunca lê juntos. Como essa estratégia memética é boa demais para ser desperdiçada, leia também Foulcault, Marx, Wittgenstein, aprenda java script, leia sobre a parte mais chata e cretina da gerativa, Lakoff, Ginzburg, Reich, Simmel, Moscovici, Nietzsche, Taleb, Eco e não leia o Dennet -porque se ele entendesse de clínica ele provavelmente já teria tido essas idéias. Melhor ainda, não leia nada disso (menos ainda esse vazio aqui), clique aqui e fique de boa.
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